Base mantida, reforços pontuais e busca por competições europeias: o que esperar do Borussia M'Gladbach?


 
Foto: Divulgação/Borussia

Da ascensão aos protestos, os últimos anos em Mönchengladbach foram bastante agitados desde a saída de Lucien Favre, no início da temporada 2015-2016, depois de pedido de demissão do suíço, graças ao péssimo início de campanha.  Sucedendo o rígido comandante suíço, agora no Dortmund, o Borussia viveu diferentes momentos ao longo das últimas três temporadas, e claramente não foram dos melhores, tendo como comparação a Era Favre.

André Schubert, reposição imediata no comando técnico até obteve um sucesso instantâneo, levando a equipe para a Uefa Champions League pela segunda temporada consecutiva (a anterior com Favre), todavia, sentindo o efeito do calendário apertado, associado ao elenco curto e lesões, teve queda vertiginosa de desempenho e resultado, culminando em sua demissão ao fim de 2016, alguns meses após estender seu vínculo com o clube.

Contrario a ideia de muitas mudanças no comando, o diretor Max Eberl tentou a todo custo manter Schubert no comando, mas a pressão ficou insustentável, assim como a situação da equipe, que já figurava na parte inferior da tabela. Dessa forma, o diretor buscou o experiente Dieter Hecking com um objetivo claro e especifico: encontrar uma equipe bem definida – algo que Schubert não detinha, uma vez que modificava sua equipe de acordo com a partida -, recuperar o elenco e posteriormente voltar a brigar na parte de cima da tabela, obviamente na campanha seguinte.

A princípio, com efeito imediato quase sempre visto em trocas no comando, Hecking conseguiu resultados importantes, deixando a equipe na 9ª colocação da Bundesliga, além de participações consideráveis na Europa League – eliminado pelo Schalke no saldo de gols – e na DFB Pokal, essa mais dolorosa, com um revés dentro de casa para o Eintracht Frankfurt nas semifinais.

Com tempo, pré-temporada e reforços, Dieter Hecking foi incapaz de conseguir algum progresso com a equipe na campanha 2017-2018, terminando novamente na 9ª colocação do campeonato nacional. Além disso, o clube conviveu com vários protestos da torcida em relação ao pobre futebol praticado pela equipe, inclusive com uma “invasão pacifica” dos ultras após triunfo diante do Hertha Berlin, de virada, no Borussia-Park, quando os torcedores entraram em campo para conversar com os jogadores, deixando clara a insatisfação. 

Apesar de toda pressão, Hecking conseguiu terminar a temporada ainda como comandante da equipe, mais uma vez respaldado pelo diretor Max Eberl, costumeiramente um excelente atuante nos mercados de transferência, mas que há alguns anos havia perdido seu tato em relação a contratações. Consciente das críticas, Eberl voltou a demonstrar sua eficácia ao realizar contratações pontuais para a campanha 2018-2019, deixando agora, a missão para Hecking alcançar o objetivo do clube desde sua reestruturação: protagonista na liga e jogar competições europeias.

Quem chegou e quem saiu nos Potros? 

Chegadas: Michael Lang, Basel; Andreas Poulsen, Midtjylland; Keanan Bennetts, Tottenham e a principal, Alassane Pléa, do Nice, em transferência por valor recorde de €25m.
 
Em contrapartida, alguns jogadores deixaram o clube, reforçando o caixa e proporcionando a chegada de jogadores como Lang e Pléa, além das jovens apostas Poulsen e Bennetts.

Saídas: Vestergaard, Southampton; Grifo, Hoffenheim; Bobadilla, Argentinos Jrs.

De que forma vem os DieFohlen para a temporada?

No comando a dois anos, Hecking utilizou ao longo das últimas duas temporadas seu tradicional 4-4-2, porém,com os novos reforços, a tendência é que o 4-3-3 possa ser a formação predominante para a temporada, tendo em vista a características dos jogadores da equipe, como Pléa, Raffael, Stindl, Cuisance e o “novo” reforço Florian Neuhaus, destaque do Fortuna Düsseldorf na última temporada pela 2.Bundesliga, cedido por empréstimo. O meio-campista, inclusive, deve ser o jogador a se observar na campanha dos Potros. Depois de duas temporadas consecutivas sem competições internacionais o Borussia deve vir forte para a temporada, último ano de contrato do comandante Dieter Hecking, que agora tem a obrigação de apresentar um bom trabalho.

Até aqui, com oito jogos disputados, o Borussia apresenta o habitual futebol de qualidade, deixado de lado nas últimas duas temporadas. A presença do francês Alassane Pléa impactou diretamente na forma de atuar da equipe, que ocupa a vice-liderança no momento, tendo inclusive superado o atual hexacampeão Bayern de Munique na Allianz Arena por 3 a 0 em uma atuação impecável.

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